quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

MUSICA DO DIA 183

Eu recebi um video da minha sócia Rachel com alguns textos de propaganda. Então reeditei-o, porque foi um presentão muito valioso que quero repartir com vocês, tornando-se mais uma edição da MUSICA DO DIA. Curtam e aproveitem para postar seus comentários.

Um comentário:

  1. Esta é uma das mais lindas composições desta dupla,
    na qual 'juntando-se cada parte, temos algo mto maior do q seria o todo...'.
    Chico e Francis estão acima de qq avaliação!
    Falemos , primeiramente , do vídeo.
    Houve um pequeno desencontro, entre a fala e o movimento labial de Chico. Acontece.
    Ñ se trata de erro, ou falta de habilidade do Renato, e é bom q se diga. Não sou nem tiririca, nem puxa-saco...
    Sou é chata, mesmo! Assumida.
    Problemas técnicos, em algumas peças, q vão se sobrepondo com o tempo, ainda mais pq as peças navegam na rede, sem qq proteção, e os problemas acabam se tornando impossíveis de serem contornados ou 'limpos', como dizemos. Assim, vendo e ouvindo o Chico cantar, ainda mais esta música, vamos relevar, combinados?
    Chico cantando esta música...
    Esta é uma das mais lindas e tristes canções de Chico e
    Hime. Adoro cada um deles, adoro a produção dos dois.
    Hime é maestro arranjador, talentoso, sensível: assim,
    qdo o ouvirem só, poderão perceber o musicista, que é.
    As músicas, q compõe, melodias até mesmo sem letras, são especiais, ou sejam, são tais, q a gente ñ consegue lhes dar adjetivo, algum. Mesmo, aplaudir, seria pouco.
    O cigarro q aparece, queimando no vídeo, é a visão da solidão nele retratada. Uma sacada de mestre!
    Chico chora, ñ canta. Perceberam?
    Ainda q a letra seja sua, o momento lhe é, indisfarçavelmente, triste, melancólico. Vejam o brilho em seu olhar. Vejam Chico
    engolindo seco, ao final.
    Chico conseguiu apanhar, com mta perspicácia e sutileza,
    as pequenas coisas, q ocorrem aleatoriamente, entre os casais. Com todos os casais, arrisco. Ele mostra estas coisas, ao fazer uma sepação de bens, q mais uma vez, arrisco, deve ser quais as separações, q sabemos cotidianas. Chico uniu a parte prática dos acontecimentos, com sentimentos contraditórios, quais,
    as saudades prematuras, a importância do vivido, a dor da separação. Foram criadas, aí, mta beleza e mta tristeza.
    O Renato lembrou bem o episódio da Censura.
    Numa entrevista, perguntaram a Chico, se guardava mágoa
    por ter tantas músicas censuradas, por ter de se auto-exilar
    na Europa. Chico sorriu, com aquele ar de moleque, e disse:
    'Olha, a censura me perturbou, mas eu a perturbei bastante, também!'. E sorriu.
    Com relação ao argumento, q Chico fez questão , q seus advogados usassem, para q esta música fosse liberada,
    fica demonstrada a inteligência, e a argúcia deste 'monstro'.
    Ora, vejamos: se o fato da moça, naquele momento, sendo deixada, nunca ter lido o Neruda, q lhe fora emprestado, seria entendido pelos censores, como uma forma de denegrir o poeta chileno, por outro lado, já o reabilitava simultaneamente, com
    o valor e importância, q era dado à Neruda, pelo dono do livro,
    q fazia questão de levá-lo, entre as poucas coisas, q levava.
    Chico confiava na falta de astúcia dos censores....para ñ falarmos em outras habilidades , q lhes faziam falta, também!
    Enfim: um momento, q graças ao Renato, existe e ñ pode ser perdido!
    abração,
    Rachel.

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