sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

FESTIVAL MPB 66 - BONS TEMPOS

Escrever sobre a era dos festivais da Record dos saudosos anos 60 é muita redundância. Muito já se falou sobre um tempo musical tão fértil que dificilmente irá ressurgir, mesmo porque a situação social e política da época eram fontes inspiradoras para os autores criarem suas belas canções. Estou postando aqui um vídeo enviado pela Rachel, em preto e branco, original de 1966, quando Jair Rodrigues defendeu DISPARADA de GERALDO VANDRÉ, que venceu o II Festival empatando com A Banda de Chico Buarque. A Rachel acrescenta em seu comentário mais circunstâncias daqueles momentos mágicos. Leiam o seu comentário e curtam o vídeo que traz de volta para quem viveu a época,  momentos emocionantes e indeléveis.

2 comentários:

  1. Em 1966, a Record lança o IIº Festival da MPB.
    O Iº Festival fora promovido pela TV Excelsior, em 1965. E revelou Elis Regina, com 'Arrastão' de Edu Lobo...lembram-se?

    O q vem à tona , agora, é q 'A Banda' seria a vencedora, deste segundo Festival, como de fato foi uma delas, segundo as pessoas, q compunham o júri do Festival.

    Ao saber , nos bastidores, do resultado, Chico Buarque de Holanda, compositor de 'A Banda', procurou os membros do júri, e lhes disse, q se 'Disparada' também não recebesse o 1º lugar, ele abriria mão do prêmio q lhe cabia.
    O júri ficou 'esnucado' pela já vista reação popular, bastante positiva do público, em relação às duas músicas. 'O Famoso Jeitinho Brasileiro' entrou em cena. E, confesso, q desta vez , promoveu a justiça: o empate das duas músicas, em 1º lugar!

    'Disparada' foi defendida por Jair Rodrigues, e ñ posso imaginar outro intérprete para 'Disparada'. A sua composição deve-se a Geraldo Vandré, a quem devemos mto mais q esta composição! Vandré, segundo várias fontes, foi preso -ñ só pela composição desta música-, mas por sua franca e destemida oposição ao governo militar. Foi preso pelos 'homes-otoridades da ditadura'...
    Vandré, autor do Hino, q representou a nossa juventude, 'Pra ñ falar q ñ falei de flores', ñ só foi preso, mas intensamente torturado pelos 'milicos', a ponto de perder o controle de suas capacidades mentais. Qdo solto , depois de algum tempo, se ñ estou enganada, fez um disco com Zé Ramalho, e sumiu, desta vez por conta própria... Devemos, portanto a Vandré a sua vida, dada à retomada de nossos direitos civis. E, o q é o homem sem sua saúde mental?

    Na época , poderíamos até saber de cor a letra tanto da Banda, como de Disparada, mas hoje, pensarmos nas letras destas músicas, provavelmente esquecidas, pareceu-me ser um excelente exercício...

    Temos q lembrar ao nosso povo sempre o q diziam, o q faziam as pessoas em geral, ligadas ao Regime Militar. Temos uma obrigação cívica de garantirmos a eternização do q se passou nesta 'terra de mtas flores e mil amores'.
    BJS
    Rachel

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  2. Nada a acrescentar,
    só reafirmar: "Bons Tempos"!
    Rogoldoni

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