sábado, 29 de março de 2014

NÃO ME DELETE, POR FAVOR

Esta é uma crônica escrita por Luciana Chardelli com minha interpretação. Trata-se de discutir o momento atual onde o contato virtual se sobrepõe ao pessoal entre as pessoas. Ouçam e deixem suas opiniões aqui no blog. 

4 comentários:

  1. Ouvi a crônica com muita atenção.
    Mais ou menos umas quatro vezes.
    Acho que sou uma pessoa “sortuda”!
    Tenho grandes amizades reais pelo Brasil que se fizeram nos tempos de Orkut e se consolidaram no Facebook.
    Conheço pessoas de Natal a Bagé.
    Torcemos uns pelos outros.
    Esse contato físico renovar-se-á a qualquer momento, em qualquer lugar do Brasil.
    É preciso que se tenha disponibilidade para o novo e não colecionar amigos, mas selecionar.
    Nós nos comunicamos por telefone, sabemos quando alguém está com problemas, somos solidários na alegria e na tristeza. Conhecemos a família, filhos, maridos, namorados.
    Semana que vem vou para o Nordeste sozinha. Lá reencontrarei uma amiga (que me ofereceu a casa, mas optei por um hotel). Tenho mais dois conhecidos nesta cidade. Também reais, mas não há uma amizade num nível mais profundo. Pretendo revê-los.
    Volto dia 11. Dia 12 tenho um almoço no Rio com amigas e amigos dos tempos de Orkut (hoje no Face). Um grupo que perdeu suas mães quase na mesma época: oferecemos o ombro como me ofereceram quando perdi a minha.
    Amizades que surgiram antes do meu envolvimento com poesia. Aliás, a poesia só ampliou este meu leque.
    Mas, a realidade, é que há muito mais gente dependente da virtualidade do que se imagina.
    Ainda estou no Orkut. Passo por lá duas vezes por semana. Há pessoas que enviam 20 mensagens por dia, seja sábado, domingo, feriado, carnaval. Absolutamente dependentes. Dependentes e superficiais como narrado na crônica.

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    1. Fico muito feliz por você. Acho que não é somente "sortuda", mas abençoada. Eu também sempre tive sorte com amigos e amigas, ao longo da minha vida. Não são muitos, mas sinceros, verdadeiros.
      Muito obrigado pelo seu depoimento, valorizou demais esta postagem. Abraços.

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  2. Obrigada, Renato!
    Como você disse, não são muitos, mas faço parte de grupos em que as pessoas se gostam de verdade.
    Abraços

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  3. Acho que estamos aprendendo a lidar com a superficialidade do Facebook.
    Se o utilizarmos bem, podemos ter notícias de amigos e parentes distantes, que de outra forma correríamos o risco de só saber deles em enterros de familiares.
    É um contato prazeroso com pessoas queridas com as quais perdemos o contato, agora reativado, ainda que virtualmente.
    De outro lado, o contato com as pessoas mais próximas se atualiza diariamente e usamos o meio eletrônico para marcarmos reuniões presenciais com mais frequência, reforçando os laços.
    Não tenho a visão pessimista do autor., embora também ache que tem gente que se esconde atrás da falsa sensação de ter centenas de "amigos" e ficar só nisso.
    Podem estar resolvendo seus problemas de depressão dessa forma e muitas vezes sentem-se melhor assim.
    Acho melhor tentar aproveitar esse excesso de comunicação a nosso favor.
    Nunca na história da humanidade pudemos nos comunicar com tanta facilidade e nunca tivemos tanto conhecimento disponível.
    Vamos fazer o máximo para aproveitar bem isso.

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