quinta-feira, 21 de abril de 2016

FIM DA REELEIÇÃO

Este artigo foi escrito por Marcos Cintra, doutor em Economia pela Universidade de Harvard (EUA) e professor titular de Economia da Fundação Getúlio Vargas.


quarta-feira, 13 de abril de 2016

MIX : THE CARPENTERS

Como havia prometido a vocês, esse vídeo traz um mix das canções do show de Londres que os Carpenters realizaram em 1976. É pra curtir e bisar.

THE CARPENTERS -SHOW DE LONDRES from JOREBRI on Vimeo.

domingo, 10 de abril de 2016

A KIND OF HUSH

Sucesso dos anos 70 interpretado pelos Carpenters em 76 num show em Londres com grande qualidade de imagem e som. É pra não perder.

KIND OF HUSH THE CARPENTERS from JOREBRI on Vimeo.

sábado, 9 de abril de 2016

Mais de uma hora de boa música

Daqui (selo Pau Brasil), o mais recente CD do grupo instrumental Pau Brasil, tem exatos 65 minutos e 13 segundos divididos em dez faixas. Tocadas por Nelson
Ayres (piano), Rodolfo Stroeter (contrabaixos acústico e elétrico), Paulo Bellinati (violões), Teco Cardoso (saxofones soprano, alto e barítono e flautas) e Ricardo Mosca (bateria), seus arranjos e suas virtuosidades atestam a excelente forma dos moços.
Hoje o som deles voltou a me balançar e a me alegrar. O repertório do álbum atual traz as conhecidas Pai (Baden Powell e Paulo César Pinheiro), Rancho Fundo (Ary Barroso e Lamartine Babo), Agora Eu Sei (Moacir Santos), Saudades do Brasil (Tom Jobim) e Bachianas
Brasileiras nº 1 - Prelúdio (Modinha), de Heitor VillaLobos, porém os outros temas são composições dos próprios músicos do Pau Brasil. Trata-se de um repertório relevante, que traz a marca de um grupo que desde o início dos anos 1980 instiga a brasilidade da música instrumental contemporânea.
No arranjo de Paulo Bellinati para Pai, tambor e cincerro puxam a introdução. O violão inocula sua pegada com o DNA de Baden. Tudo muito forte, viril mesmo. A introdução prenuncia o que virá. Os saxes vêm aos poucos. O som grave do sax barítono tem em si a potencialidade da harmonia. Juntos, os saxes e a percussão seguem firmes. O baixo cria um desenho a partir da melodia; o violão vem junto e sola. O suingue é desconcertante. A música se mostra bela. Dois saxes trazem a melodia para si, o andamento muda, um rallentando os conduz a uma atmosfera em que brilham, mais uma vez, o tambor e o cincerro. A eles cabe um improviso, ao qual o baixo logo adere. Pausa de alguns compassos. Logo após, o violão emerge com citações de Consolação (samba clássico de Baden e Vinicius) — alusões que se repetirão ao longo do belo arranjo. Ad libitum, o barítono chama uma nota bem grave, enquanto a bateria cinge os pratos e o baixo acrescenta sua pisada à melodia. O violão atrai o ritmo. Com ele vem a percussão. Aos poucos a suingueira volta a acender o ouvinte. Meu Deus! O violão sola um brilhante improviso, e, após alguns compassos, volta a reverenciar Consolação. Uma nova pausa. Novamente arritmo, o improviso cabe ao sax. Piano e violão o fortalecem. A firmeza do tema dá lugar à leveza.
O sax requer para si o improviso. Aos poucos o ritmo retoma o protagonismo no arranjo. Um novo corte e surge um outro desenho: o que já pontificou na primeira parte da música. A beleza desvenda tudo. O barítono sola. Dois saxes tocam junto. E como um sonho bom que se repete, a percussão volta à levada com a qual brilhou na introdução... Deus do céu!
É também de Bellinati o arranjo para o tema de Moacir Santos: o baixo toca a introdução. O violão inicia a melodia. O sax vem junto. A marchinha segue em ritmo vivo. O violão improvisa. A bateria rufa a caixa. O piano sola. Todos seguem criando e fazendo o mundo girar mais lento, dando vida e cor à manhã paulistana.

(Aquiles Reis- músico e vocalista do MPB4)


Cliquem na figura para ouvir o álbum todo.




PARADOXOS

Reprodução do artigo de Eduardo Borges, publicado no Correio Popular de 08/04/2016. Eduardo Borges é sociólogo e assessor da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU)